De ansiedade eu não morro! (Mas quase deixo meu sorriso morrer por causa dela)

A consulta que você já viveu… sem nem ter ido

Você marcou a consulta.
Foi um ato de coragem. Raro. Quase heroico.

Aí veio o pensamento.

Depois outro.
E mais um.
E quando você percebeu… já estava dirigindo um filme inteiro dentro da sua cabeça — com direito a trilha sonora dramática, câmera lenta e você sofrendo como protagonista de novela mexicana.

Sem anestesia.

Isso tem nome: ansiedade antecipatória.
E ela é uma excelente roteirista… de ficção.

O problema?
Você está reagindo a algo que não aconteceu.
E, na maioria das vezes, nem vai acontecer.

Mas seu corpo não sabe disso. Ele só obedece.

O que Marco Aurélio já sabia — e você insiste em ignorar

Um imperador romano, no meio de guerras, responsabilidades absurdas e pressão real — escreveu algo que desmonta 90% do seu medo de dentista:

“O sofrimento não vem das coisas, mas do que pensamos sobre elas.”

Traduzindo para a vida real:

Você não tem medo da consulta.
Você tem medo da versão fantasiosa e exagerada que criou sobre ela.

Dor insuportável.
Procedimento interminável.
Experiência traumática.

Agora vamos trazer um pouco de realidade (coisa que a ansiedade odeia):

  • Você será anestesiado.
  • O procedimento é planejado.
  • Existe técnica. Existe controle. Existe experiência.
  • E, principalmente: existe um profissional que já fez isso centenas — ou milhares — de vezes.

Mas claro… sua mente prefere acreditar naquele episódio traumático de 2003.

Faz sentido.
Nenhum.
Mas faz barulho.

Premeditatio Malorum: o “e se” colocado no lugar dele

Os estoicos tinham uma prática interessante:
premeditatio malorum — imaginar o pior cenário possível… de forma racional.

Vamos fazer isso juntos, sem drama:

Qual é o pior cenário REALISTA de uma consulta?

  • Desconforto? Possível.
  • Ansiedade durante o procedimento? Pode acontecer.
  • Algum incômodo pós-operatório? Sim, controlável.

Agora compare isso com o filme da sua cabeça:

  • “Vou sentir uma dor absurda”
  • “Não vou aguentar”
  • “Vai dar tudo errado”

Percebe a diferença?

Uma coisa é baseada em realidade.
A outra é baseada em Netflix mental + imaginação descontrolada.

Epicteto resolveria isso em uma frase

“Você não controla o que acontece. Mas controla o que faz com isso.”

Você não controla o frio na barriga.
Mas controla:

  • se vai cancelar a consulta… ou comparecer mesmo com medo
  • se vai alimentar pensamentos catastróficos… ou questioná-los
  • se vai continuar adiando… ou finalmente resolver

Porque aqui vai uma verdade que ninguém gosta de ouvir:

O problema nunca foi a ansiedade.
Foi o que você fez por causa dela.

A parte que você evita — mas precisa ouvir

Enquanto você pensa demais…

  • o problema não desaparece
  • o dente não se recupera sozinho
  • o osso não “espera você se sentir pronto”

A biologia não negocia com a sua ansiedade.

E o preço do adiamento?
Quase sempre maior.
Mais complexo.
Mais caro.
Mais demorado.

Mas, ironicamente… você continua fugindo da consulta de 150 Reais como se fosse o grande problema.

Curioso, não?

Sendo honesto, sem grosseria: imagine o nível da escassez de quem se nega a pagar essa quantia irrisória, por uma consulta completa e necessária, porque tem “medo de não conseguir arcar com os custos do tratamento completo”, e, logo, “perder” o valor da consulta.

Agora, sendo mais honesto ainda: se o paciente REALMENTE pensa assim, considero que não me conhece a ponto de elaborar tamanha desfeita.

No fundo, quem faz isso não considera o cirurgião como referência. Não valoriza a consulta e, indiretamente, boicota seu próprio destino dentário.

Quer uma comparação simples que comprova o que digo? Ai vai: Digamos que seu marido ou sua esposa irá pagar uma cirurgia plástica para você. Você pesquisou um médico bacana do qual gostou ou recebeu uma indicação.

Você acha que eu REALMENTE acredito que você irá ligar na clínica dele perguntando quanto custa em média a plástica do nariz ou a lipoaspiração? SÉRIO? Duvido, profunda e veementemente. Você, notadamente irá querer conhecê-lo e remover suas dúvidas, né? Irá reservar um horário vasto só para isso. Até porque precisa contar com o tempo de espera em sua recepção. Afinal, fora o seu Marido, ele será o único a te ver pelada, suas nádegas e suas intimidades.

Logo, por que com os dentes seria diferente? Quem mostra sua falta de dentes para qualquer um?

Vou jogar a real aqui: Você pesquisa no Dentista antes de ir por causa da CULTURA. E a culpa não é somente sua. Mas isso vai mudar. O Dentista está sendo muito mais valorizado, ultimamente, com a Graça de Deus Pai.

Amém.

A verdade que muda o jogo

A cadeira do dentista não é o inimigo.

Ela é o lugar onde você:

  • interrompe um problema antes que ele cresça
  • recupera função
  • devolve estética
  • reconstrói confiança

E, principalmente…

Recupera o controle sobre algo que já estava escapando.

Cuidar da sua saúde bucal é sobre respeito consigo mesmo.

E agora, sem drama

Você não precisa eliminar a ansiedade.

Só precisa parar de obedecer cegamente a ela.

Marcou a consulta?
Então vá.

Com medo mesmo.
Com dúvida mesmo.
Mas vá.

Porque coragem não é ausência de medo.
É decisão apesar dele.

Vamos resolver isso de forma simples

Se você chegou até aqui, já entendeu uma coisa:
adiar não está te protegendo; está te prejudicando.

A consulta inicial é objetiva, planejada e focada em te dar clareza sobre o seu caso.
Sem surpresas. Sem pressão. Sem roteiro de terror. Você precisará muito dela. Talvez ela seja a parte mais importante do seu tratamento.

Agora me diz:

Você vai continuar negociando com a sua ansiedade… ou finalmente vai assumir o controle e resolver isso?

Estarei por aqui assim que tomar a decisão mais importante para o seu tratamento dentário dos últimos tempos: CLICAR AQUI PARA AGENDAR COMIGO SUA CONSULTA.

Até muito breve.

Dr Daniel C Coutinho

Cirurgião-Dentista, CRO-RN 2966

Implantodontista, FOP-UNICAMP

Protesista, ABO-RN.

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